Segundo o Serasa, golpistas estão se passando pela Receita Federal para enganar contribuintes com mensagens falsas por SMS, e-mail ou WhatsApp. Eles pedem dados pessoais ou cobram uma taxa para liberar a restituição do Imposto de Renda. A fraude aparece mais na época da declaração e do pagamento dos lotes.

O que muda

Não é uma regra nova, é um alerta. O Serasa explica como o golpe funciona e como a Receita realmente se comunica com o contribuinte.

Na versão mais comum, a vítima recebe uma mensagem dizendo que há dinheiro disponível para saque imediato. O link leva a um site falso, parecido com o Gov.br. Lá, a pessoa informa os dados e paga uma taxa por Pix. O criminoso fica com o dinheiro e ainda com as informações.

O Serasa lista outras formas do golpe:

  • E-mail dizendo que o CPF caiu na malha fina, com link para "corrigir" o problema.
  • Oferta de "antecipação" da restituição fora dos canais oficiais, com cobrança de taxa ou pedido de dados bancários.
  • Páginas que imitam o portal Gov.br para coletar CPF e senha. O endereço pode ser parecido, mas nunca termina em gov.br.

Sobre o WhatsApp, o texto é direto: a Receita não usa o aplicativo para falar com contribuinte. Qualquer mensagem em nome do órgão por esse canal é tentativa de golpe. O Serasa cita o alerta da própria Receita: "A Receita Federal não envia SMS nem mensagens por WhatsApp para realizar cobranças ou solicitar dados".

A Receita também não liga pedindo dados pessoais, senhas ou códigos de verificação. Por e-mail, pode haver comunicados em casos específicos, mas sem link para clicar e sem pedir dados ou pagamento.

Para consultar a restituição, o caminho é entrar direto no site oficial da Receita pelo navegador, escolher o ano da declaração e ver o status: se foi liberada, em qual lote e em que data.

Se o golpe já aconteceu com pagamento por Pix, o Serasa lembra do MED, o Mecanismo Especial de Devolução, criado pelo Banco Central. Ele permite que o banco da vítima peça o bloqueio do valor na conta de destino assim que a fraude é comunicada. Se o dinheiro ainda estiver lá, pode voltar. Segundo o texto, desde fevereiro de 2026 os bancos são obrigados a adotar o MED.

Golpe mais comum da restituição: 1. Mensagem de saque imediato; 2. Link para site falso Gov.br; 3. Dados e taxa por Pix; 4. Criminoso fica com tudo.

O que isso muda para quem atende cliente pelo WhatsApp?

Quem vive de mensagem convive todo dia com contato de desconhecido. Isso aumenta o risco de o dono do negócio, ou alguém da equipe, cair numa mensagem falsa no número que usa para trabalhar. Alguns cuidados valem para a rotina:

  • Não responda nem clique em link de mensagem que fale de restituição, pendência no CPF ou taxa.
  • Desconfie de urgência e de promessa de valor liberado mediante pagamento.
  • Nunca passe senha do Gov.br, código de verificação ou dado bancário a ninguém.
  • Confira o endereço do site antes de digitar qualquer dado. Site do governo termina em .gov.br.
  • Ative a verificação em duas etapas na conta Gov.br.
  • Avise a equipe e os clientes mais próximos, porque o golpe também chega a eles.

O Serasa também indica denunciar. Dá para usar os canais oficiais da Receita e o site denunciefraudes.serasa.com.br, que aceita endereços de sites, redes sociais e números de WhatsApp.

Outro lado da história é o seu próprio contato. Quando o cliente chega ao seu WhatsApp por um link que você mesmo criou e divulgou, fica mais fácil saber que a conversa é legítima. O WaLink.Page, ferramenta gratuita, gera o link wa.me com mensagem pronta e o QR Code do seu número, para você divulgar no Instagram, no site ou no cartão.