A Apple anunciou nesta terça-feira, 13, o HomeView, uma central com inteligência artificial e tela de sete polegadas para controlar aparelhos da casa, como fechaduras, câmeras e termostatos. Segundo o VEJA, as vendas começam em 13 de novembro em oito países. O Brasil não está na lista inicial.
O que muda
O HomeView é um aparelho que pode ficar na parede ou sobre um móvel. Ele reúne tela, comando de voz e reconhecimento facial. Por ele, o morador controla a iluminação, ajusta a temperatura e confere câmeras de segurança.
O reconhecimento facial identifica quem está usando e mostra informações de acordo com as preferências de cada pessoa. Assim, vários integrantes da família podem usar o mesmo aparelho, cada um com seu conteúdo e suas configurações.
O equipamento combina o Apple Intelligence com uma versão atualizada da Siri. A ideia é que ela entenda pedidos mais complexos e faça tarefas da casa com menos intervenção do usuário. A Siri vinha sendo criticada por não entender esse tipo de comando. Neste ano, ela recebeu melhorias feitas com tecnologias do Google.
O preço parte de 299 dólares, cerca de 1.492 reais na cotação citada pelo veículo, sem impostos e taxas de importação. Além dos Estados Unidos, o aparelho chega ao Canadá, ao Reino Unido e à Austrália, entre outros países. A União Europeia ficou de fora porque a nova Siri com IA continua indisponível no bloco por questões regulatórias. Para o Brasil, não há previsão.
A Apple concorre com a Amazon, que vende as telas e alto-falantes Echo e as câmeras da Ring, e com o Google. O anúncio veio com atualizações do HomePod e da Apple TV, além de acessórios feitos com LG e Schneider Electric, como câmeras, campainhas e termostatos.
O VEJA também lembra os pontos de atenção. Montar uma casa inteligente ainda pode ser trabalhoso, pede aparelhos compatíveis e internet estável. Câmeras e fechaduras com falhas de segurança podem ser alvo de ataques. No caso do HomeView, entra ainda a proteção dos dados usados no reconhecimento facial.

O que isso muda para quem atende clientes pelo WhatsApp?
Na prática, nada muda agora. O aparelho não tem data para chegar ao Brasil e não é uma novidade do WhatsApp. Não é preciso mudar o seu atendimento por causa dele.
A notícia serve como lembrete de uma tendência: assistentes com IA entendendo pedidos em linguagem natural. Quem vende por mensagem pode se perguntar se o cliente encontra o caminho de contato sem esforço. Quanto menos passos entre ver o seu anúncio e falar com você, melhor.
A parte de segurança também vale para o seu negócio. Se o celular do trabalho, a conta do WhatsApp ou uma câmera da loja têm acesso fácil demais, o risco é seu. Algumas medidas simples ajudam:
- use senhas diferentes para cada aparelho e serviço;
- ative a confirmação em duas etapas no WhatsApp;
- mantenha os aparelhos e aplicativos atualizados;
- desconfie de pedidos de código recebidos por mensagem.
Sobre o reconhecimento facial, vale a regra geral: dado pessoal de cliente ou de funcionário só deve ser coletado quando for realmente necessário e ficar bem guardado.
Se você divulga seu contato no Instagram, no cartão ou na embalagem, o WaLink.Page cria de graça um link do WhatsApp com mensagem pronta e um QR Code. O cliente chega à conversa em um toque, já com o assunto definido.




