Segundo o Notícias ao Minuto Brasil, o site de tecnologia BGR reuniu cinco aplicativos que ajudam a proteger o celular contra golpes e invasões: Bitwarden, ExpressVPN, Fing, Google Chrome e Google Authenticator. A reportagem, publicada em 12 de outubro de 2026, também lista cuidados simples e lembra que nenhuma ferramenta protege sozinha.

O que muda

Não é lei nem regra nova. É um guia prático. O ponto de partida é que o celular guarda conversas, fotos, senhas, dados de banco e documentos. Um aplicativo ou arquivo contaminado pode instalar um programa malicioso sem que ninguém perceba, roubar senhas e dar acesso indevido a contas.

Veja o que cada aplicativo faz, de acordo com a reportagem:

  • Bitwarden: gerenciador de senhas. Guarda uma senha longa e diferente para cada conta, com criptografia, e preenche os dados sozinho. Tem versão gratuita e planos pagos, para Android e iPhone.
  • ExpressVPN: cria uma conexão criptografada, útil em Wi-Fi público de aeroporto, hotel ou cafeteria. É pago. Não funciona como antivírus e não impede phishing por conta própria.
  • Fing: mostra quais aparelhos estão ligados ao seu Wi-Fi. Se aparecer algum desconhecido, dá para investigar e trocar a senha do roteador. Um nome estranho na lista não prova invasão. Tem recursos gratuitos e pagos.
  • Google Chrome: a Navegação Segura avisa sobre sites suspeitos e fraudulentos. É gratuito. Mas nenhum navegador identifica todas as ameaças.
  • Google Authenticator: gera códigos temporários para a autenticação em duas etapas. Mesmo que o criminoso descubra a senha, ele precisa do segundo código. É gratuito.

Para usar o Authenticator, é preciso ativar a verificação em duas etapas em cada serviço compatível e configurar a recuperação da conta. Sem isso, você pode perder o acesso se o celular for roubado ou trocado.

A matéria traz ainda uma lista de hábitos: baixar apps só das lojas oficiais, desconfiar de links que chegam por SMS, WhatsApp e e-mail, manter o sistema atualizado, usar senhas diferentes, ativar a verificação em duas etapas, nunca passar códigos de segurança a desconhecidos e desconfiar de oferta boa demais. No fim, o texto afirma que os cinco apps não dão proteção absoluta e não substituem o antivírus nem a proteção do próprio sistema. A saída é combinar ferramentas confiáveis com cuidado no dia a dia.

O que isso muda para quem atende cliente pelo WhatsApp?

Na prática, o celular do dono de negócio costuma ser também o balcão da loja. Ali ficam o WhatsApp, o Instagram, o banco e o e-mail. Se alguém entra nesse aparelho, perde-se mais do que uma conta.

A reportagem cita o WhatsApp como um dos caminhos usados por criminosos para levar a vítima a páginas falsas. Isso vale para você e para o seu cliente. Um link estranho de um número desconhecido, mesmo com cara de pedido ou de promoção, merece desconfiança antes do toque.

Algumas orientações que saem direto dos pontos do texto:

  1. Troque senhas repetidas. Um gerenciador como o Bitwarden evita que você precise decorar tudo.
  2. Ative a verificação em duas etapas nas contas que dão dinheiro ou contato com cliente, nos serviços que oferecem esse recurso.
  3. Nunca informe código de segurança a quem ligar ou escrever, mesmo que a pessoa diga que é do banco ou de uma plataforma.
  4. Baixe aplicativos só nas lojas oficiais e confira o desenvolvedor e as permissões pedidas.
  5. Em Wi-Fi público, pense duas vezes antes de mexer em contas importantes. Em casa ou na loja, uma olhada na lista de aparelhos conectados ajuda a notar algo fora do normal.
  6. Mantenha o Android ou o iOS e os aplicativos atualizados.

Nada disso exige conhecimento técnico. É uma rotina curta, que pode ser feita em uma tarde e protege o canal pelo qual você vende.

E um último cuidado, do lado de quem divulga o contato: se o cliente sabe qual é o seu link e o seu QR Code oficiais, fica mais fácil reconhecer o que é seu e o que é imitação. Quem quiser criar um link do WhatsApp com mensagem pronta e um QR Code para colocar no Instagram, no cartão ou na embalagem pode usar o WaLink.Page, que é gratuito. O ideal é divulgar sempre os mesmos links, criados por você.